Após a conclusão das audiências de instrução no caso de extradição de Carla Zambelli, o advogado Fábio Pagnozzi apontou que o processo passou por 'severas restrições ao exercício pleno do contraditório e da ampla defesa'. Ele afirmou que a defesa requereu a oitiva de testemunhas essenciais, mas todos os pedidos foram indeferidos sob alegação de irrelevância.
A defesa ainda apontou violações à prisão preventiva de Zambelli, argumentando que os passaportes dela já estavam apreendidos e que não havia risco de fuga. Além disso, a equipe de advogados criticou o protagonismo excessivo do representante da Advocacia-Geral da União (AGU), Gentiloni Silveri, e apontou que o país que pede a extradição não exerce função acusatória direta.
O Ministério Público contestou a dupla cidadania de Zambelli, argumentando que a cidadania italiana é 'apenas uma fachada'. A defesa defendeu que a cidadania italiana confere plena condição jurídica de cidadão, independentemente de residência, e que não pode ser relativizada em sede de extradição sem afrontar princípios constitucionais.
Com as violações apontadas, a equipe de advogados justificou o pedido de troca de juízes, que foi negado. A defesa pretende recorrer, e a Corte de Apelação de Roma deve decidir sobre a extradição em até cinco dias.