Corregedoria afasta investigador preso em operação da PF contra tráfico em MS

Andrey Elesbão Silva, do GOI, foi afastado e teve arma e carteira funcional recolhidas após prisão preventiva decretada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. [...]

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afastou compulsoriamente o investigador Andrey Elesbão Silva, preso na Operação Ifrit, da Polícia Federal, deflagrada na quarta-feira (4). A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (5) e vale enquanto durar a prisão preventiva do servidor.

Andrey é lotado no Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil e integra o quadro da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS). A decisão, assinada pelo corregedor-geral Clever José Fante Esteves, determina o recolhimento da arma, da carteira funcional e de outros bens públicos, além da suspensão de senhas e acessos a sistemas como o SIGO e o Infoseg. A medida considera a prisão preventiva decretada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, cumprida em 4 de novembro.

A Operação Ifrit tem 29 alvos e investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico transnacional de drogas, comércio internacional de armas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 76 mandados judiciais, sendo 25 de prisão, em Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado cerca de R$ 500 milhões em dois anos, usando Mato Grosso do Sul como porta de entrada para o mercado clandestino de drogas e armas, com atuação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A investigação aponta possível participação de policiais civis, militares e de um policial rodoviário federal.

A operação também se relaciona às apurações sobre desvio de cocaína da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), quando a unidade era comandada pelo delegado Hoffman D'Ávila Candido e Sousa, preso em setembro na Operação Infiltrados, do Gaeco. Conforme a PF, ele é suspeito de lucrar cerca de R$ 15 milhões com a venda de entorpecentes desviados, em um esquema que teria retirado aproximadamente duas toneladas de cocaína do depósito.

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