O Conselho Municipal de Saúde reprovou o relatório anual de contas da Saúde na gestão Adriane Lopes, em Campo Grande. O colegiado apontou inconsistências e fragilidades diversas, referentes ao ano de 2024. A reprovação não se baseia em um fato isolado, mas em um acúmulo de problemas que vêm sendo apontados pelo controle social ao longo dos últimos anos.
A reprovação está fundamentada em pontos como execução insuficiente da Programação Anual de Saúde, falta de transparência na execução orçamentária e financeira do Fundo Municipal de Saúde, e divergências superiores a R$ 22 milhões entre valores apresentados no Balanço do Fundo e na Nota Técnica nº 001/2025.
Foram apontadas também inconsistências entre metas, indicadores e a realidade observada na saúde, como falta de medicamentos essenciais, filas de espera para consultas e exames e crescimento da demanda reprimida. Além disso, houve queda na produção odontológica na Atenção Primária à Saúde e na Saúde Bucal.
A reprovação do relatório tira credibilidade do Município frente a diversas situações, mas não há prejuízo para o usuário do sistema. O Conselho destaca que as informações já haviam sido solicitadas em exercícios anteriores e continuam ausentes, impedindo o Conselho de acompanhar de forma plena a movimentação dos recursos públicos da saúde.