Conflito no Estreito de Ormuz afeta comércio global de petróleo e segurança marítima

O Estreito de Ormuz se tornou um campo de batalha entre EUA e Israel contra o Irã, com impactos significativos no tráfego de navios e [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O Estreito de Ormuz, importante rota para o comércio global de energia, tem sido afetado pela guerra entre EUA e Israel e o Irã. A passagem marítima se transformou em um local de conflitos, elevando os riscos para os petroleiros que a utilizam com frequência. Desde o início do conflito, mais de dez navios foram atacados na região, e o tráfego caiu até 90% nas últimas semanas, conforme análise da Kpler.

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o estreito recebe cerca de 144 navios diariamente, dos quais 37% são petroleiros. Esta passagem é responsável por cerca de 20% da produção global de petróleo bruto, além de gás natural liquefeito e fertilizantes, o que gera preocupação para o governo brasileiro. A escalada militar na região levou a um controle rigoroso do Irã sobre a passagem de embarcações.

A situação permitiu a passagem de alguns navios, como dois de bandeira indiana e um de propriedade turca, com autorização iraniana. O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país está aberto a negociações para garantir a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, sem revelar a identidade dos países interessados.

As consequências do conflito ultrapassam a região, afetando os mercados de energia e o transporte marítimo mundial. O aumento nos custos de energia, fertilizantes e transporte pode elevar os preços dos alimentos e impactar o custo de vida globalmente. Nos últimos anos, o Golfo Pérsico tem sido cenário de incidentes relacionados a ataques e apreensões de navios, refletindo a tensão persistente na área.

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