A madrugada desta segunda-feira (7) trouxe novo agravamento da tensão entre Israel e o Líbano, após a Força Aérea de Israel realizar dois ataques aéreos contra uma aldeia no sul do país. O Ministério da Saúde libanês confirmou a morte de pelo menos nove pessoas, entre as quais estavam mulheres e crianças. Os ataques ocorrem em um contexto de violência crescente, apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que estava em vigor há mais de dois meses.
Os bombardeios desta manhã atingiram um prédio residencial, resultando em oito mortes imediatas e ferimentos em 11 pessoas, dentre elas quatro crianças e duas mulheres. Além disso, um segundo ataque na mesma região atingiu um veículo, que levava um paramédico da Associação Islâmica Libanesa de Escoteiros Risala, resultando em sua morte e ferimentos em mais duas pessoas.
Fouad Chakaron, um morador de Kfar Rumman, expressou a ansiedade constante vivida pela população local em razão dos bombardeios. "Temos vivido em constante ansiedade devido aos bombardeios nos arredores", comentou, referindo-se ao prédio destruído. Outro morador, Saleh Medlej, também lamentou a situação, apontando que o local do ataque abrigava famílias com crianças e prometeu permanecer em sua cidade natal apesar dos riscos.
Pouco antes do ataque, o exército de Israel havia emitido um alerta para evacuação de uma casa na vila de Deir al-Zahrani, o que precedeu o bombardeio que atingiu um prédio. Em uma escalada anterior de violência, no domingo, pelo menos sete pessoas já haviam perdido a vida em ataques israelenses que destruíram um hospital desativado na região.
O cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mediado pelos EUA, tem sido repetidamente rompido, com Israel realizando frequentes ataques aéreos no Líbano enquanto o Hezbollah tem retaliado com o lançamento de drones contra as tropas israelenses. Um acordo assinado em junho previa a retirada das forças israelenses do sul do Líbano em troca do desarmamento do Hezbollah, no entanto, os progressos na implementação desse acordo têm sido limitados.
O Hezbollah, por sua vez, não faz parte das negociações entre os dois países e já declarou que não desarmará suas forças ao norte do rio Litani. Autoridades israelenses, em contrapartida, afirmaram que não se retirarão do território até que o Hezbollah seja desarmado em todo o país.