Um homem foi sentenciado a 33 anos de reclusão por ter assassinado sua ex-companheira na porta de uma funerária durante um velório em Três Lagoas, em março de 2024. A condenação foi proferida nesta quarta-feira (29), onde o réu foi responsabilizado pelo feminicídio da vítima e pela tentativa de feminicídio de uma amiga dela.
O crime aconteceu logo após a chegada da mulher ao local do velório, quando o ex-parceiro se aproximou e disparou contra ela, conforme apuração da Polícia Civil. A vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos. A amiga que a acompanhava também foi atingida e recebeu atendimento médico devido a uma ferida na perna.
A sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado, considerando que o crime foi motivado por razões torpes, envolveu o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e ocorreu em um contexto de violência contra a mulher, o que elevou a gravidade da pena. Os jurados acolheram a argumentação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que destacou o impacto social do caso e o sofrimento deixado para as três filhas da vítima.
A pena foi dividida em 18 anos e 8 meses pelo feminicídio, além de 12 anos, 5 meses e 10 dias pela tentativa de feminicídio da amiga da ex-companheira. Com isso, o total de pena aplicada ao réu somou 33 anos, incluindo também uma condenação de 2 anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo.
A condenação é um reflexo da preocupação com a violência de gênero e a necessidade de medidas efetivas para proteger as mulheres. Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira proporciona suporte às vítimas, oferecendo serviços como atendimento social, psicológico e jurídico, além de abrigo e cuidados para crianças. A localidade funciona 24 horas, inclusive aos fins de semana, e tem sido um recurso fundamental para as mulheres em situação de vulnerabilidade.
A Casa da Mulher Brasileira, situada na Rua Brasília, no Jardim Imá, conta com uma rede de apoio que inclui a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Vara Judicial de Medidas Protetivas. Além disso, a Patrulha Maria da Penha e a Guarda Municipal atuam na proteção das mulheres em situação de risco.