Ciro Nogueira nega vínculo entre proposta do FGC e Banco Master e diz não apoiar CPMI

Senador defende que emenda apresentada visava corrigir cobertura do fundo de garantia de depósitos, não favorecer instituição financeira em dificuldades. [...]
Senador Ciro Nogueira em entrevista — Foto: Basília Rodrigues

O senador Ciro Nogueira esclareceu que a emenda para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, proposta em meio ao debate sobre autonomia do Banco Central, não tinha como objetivo beneficiar o Banco Master. Ele afirmou que buscava apenas ajustar o valor do fundo, sem intenção de “encobrir” irregularidades do banco, apesar de ter contato com Daniel Vorcaro, dono da instituição.

A proposta não foi aprovada no início de 2024, mas voltou à discussão após o FGC ser usado para ressarcir clientes investidores do Banco Master, que apresentaram prejuízos este ano. No entanto, Nogueira reiterou que não defende a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso, que ainda não foi deliberada pelo presidente do Congresso Nacional.

O senador também negou qualquer envolvimento em esquemas para proteger o banco. Apesar das críticas, ele destacou que sua emenda seria uma medida técnica para expandir a garantia aos depositantes. A decisão sobre a CPMI, segundo ele, deve ser avaliada com cautela, sem pressões ou interferências políticas.

Emenda e CPMI permanecem como temas sensíveis no Congresso, diante do risco de contágio financeiro e das investigações sobre o Banco Master.

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