Chuva Excessiva Dispara Doenças em Rebanhos, Ameaçando a Pecuária Nacional

Brasil enfrenta um aumento alarmante de desastres relacionados a chuvas intensas. Entre 2020 e 2023, foram registrados 7.539 eventos como enxurradas, inundações e deslizamentos. Projeções [...]

Brasil enfrenta um aumento alarmante de desastres relacionados a chuvas intensas. Entre 2020 e 2023, foram registrados 7.539 eventos como enxurradas, inundações e deslizamentos. Projeções indicam que o volume de chuvas deve aumentar, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com elevação de até 30% até 2100.

Além dos impactos em infraestruturas e lavouras, o cenário climático representa uma ameaça à saúde dos rebanhos, afetando a produtividade, bem-estar animal e a rentabilidade das fazendas.

O aumento da umidade cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias, fungos e vermes, elevando a incidência de doenças como mastite em vacas leiteiras, que compromete a qualidade do leite e exige tratamentos dispendiosos. A pododermatite, causada por lesões nos cascos em áreas alagadas, causa dor e perda de desempenho nos animais. As verminoses gastrointestinais, impulsionadas pela umidade nas pastagens, levam à perda de apetite e fraqueza nos bovinos, tornando-os mais suscetíveis a outras doenças.

O estresse provocado por ambientes úmidos afeta a imunidade dos animais, dificultando a recuperação e aumentando os riscos de surtos.

Os impactos econômicos vão além da sanidade animal, incluindo custos com tratamento veterinário, perdas de produção, aumento da mortalidade em rebanhos jovens e queda na fertilidade de matrizes. O manejo diário também é dificultado em áreas com excesso de lama, atrasando processos como apartação, vacinação e alimentação.

Pecuaristas devem adotar estratégias estruturais e sanitárias adaptadas ao novo clima, reavaliando áreas de manejo, evitando locais alagadiços e mapeando áreas de drenagem deficiente. A melhoria da infraestrutura, com pisos drenantes em currais, proteção de cochos e locais de descanso secos e limpos, é fundamental. O controle sanitário deve ser refinado, com vermifugação estratégica, atualização do calendário vacinal e reforço na limpeza de piquetes. O acompanhamento de um médico-veterinário é essencial para prevenir surtos, adaptar protocolos e responder com agilidade a qualquer sinal clínico. A adoção de medidas preventivas e a atenção ao bem-estar animal são cruciais para garantir produtividade com sustentabilidade.

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