O Irã é considerado um aliado importante da China e da Rússia, mas essa parceria não parece ser suficiente para uma cooperação militar em caso de um novo ataque americano. A China tem mantido um perfil discreto em meio à onda de protestos que tomou o Irã, limitando-se a pedir que os EUA não interfiram em assuntos internos de outra nação.
A Rússia adotou um tom mais alarmista, sugerindo que as possíveis consequências de uma ação militar dos EUA no Oriente Médio podem ser desastrosas. No entanto, os discursos dos dois países não indicam que eles estariam dispostos a atuar diretamente em um eventual conflito com um aliado.
A Rússia permaneceu em silêncio durante as semanas seguintes à eclosão de protestos em massa no Irã, que deixaram milhares de mortos. O regime de Putin permanece focado em manter sua guerra com a Ucrânia, enquanto precisa lidar com altos gastos com defesa para mantê-la.
A aliança com o Irã é um dos pilares que sustentam a presença da China no Oriente Médio, onde o gigante asiático vem tentando consolidar sua influência. A China já deixou claro a importância que atribui à região, mediando o restabelecimento das relações diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita em 2023.