China e Brasil Unem Forças Contra Intimidação Após Ação Brasileira Contra EUA

A China manifestou apoio ao Brasil, sinalizando disposição para fortalecer o bloco do Brics e “resistir a atos de intimidação”, conforme declaração do porta-voz do [...]

A China manifestou apoio ao Brasil, sinalizando disposição para fortalecer o bloco do Brics e “resistir a atos de intimidação”, conforme declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês. A manifestação ocorreu após contato telefônico entre os ministros das Relações Exteriores dos dois países, Wang Yi e Mauro Vieira, a pedido do chanceler brasileiro.

A conversa se deu no mesmo dia em que o governo brasileiro anunciou o início do processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou dificuldades em estabelecer contato com a diplomacia americana para renegociar as tarifas.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Yi destacou que “a relação China-Brasil está no seu melhor momento histórico”. O ministro chinês elogiou os esforços do Brasil à frente do Brics, afirmando que a China está pronta para fortalecer a confiança mútua estratégica, apoiar o Brasil firmemente, acelerar a implementação dos entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas.

Em agosto, o presidente chinês, Xi Jinping, já havia expressado o desejo de que China e Brasil se tornassem referência em unidade e autossuficiência entre as nações do Sul Global, visando a construção de um mundo mais justo e sustentável. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica com Lula, que abordou relações bilaterais, conjuntura geopolítica internacional e a defesa do multilateralismo. Na ocasião, ambos os países concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na promoção dessa agenda.

Xi Jinping reiterou que as relações sino-brasileiras estão em um momento histórico positivo, com avanços no alinhamento das estratégias de desenvolvimento e cooperação. Ele garantiu o apoio chinês ao Brasil na defesa de sua soberania nacional e defendeu a união de todos os países contra o unilateralismo e o protecionismo. A parceria estratégica bilateral foi ressaltada, com compromissos de ampliar a cooperação em setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. Lula enfatizou a importância que o Brasil atribui às relações com a China, manifestando interesse em aprofundar o alinhamento estratégico. Ele elogiou a postura chinesa na defesa do multilateralismo, do livre comércio e de regras internacionais justas, além de se comprometer a reforçar a comunicação com Pequim em mecanismos multilaterais como o BRICS. Lula informou Xi sobre as relações do Brasil com os EUA e reiterou a defesa da soberania nacional.

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