Um bebê indígena de apenas 48 dias faleceu em decorrência da chikungunya em Dourados, elevando o número total de mortes pela doença na cidade para 10. Dourados é considerado o epicentro da enfermidade em Mato Grosso do Sul, representando 66,7% das 15 mortes confirmadas no Estado.
A criança, um menino residente na Aldeia Bororó, estava internada no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) desde o dia 3 de maio. A transferência para a unidade de saúde foi realizada por equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados.
Dentre os dez óbitos confirmados em Dourados, nove foram de indígenas. Entre as vítimas estão três bebês, com idades de 48 dias, 1 mês e 3 meses, além de sete adultos, que incluem idosos com idades variando entre 29 e 77 anos.
Atualmente, três mortes estão sob investigação: uma criança indígena de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro, e dois homens não indígenas, de 84 e 50 anos, que residem na área urbana de Dourados.
Os dados mais recentes, divulgados pela Prefeitura de Dourados, indicam que o município já notificou 8.149 casos da doença, sendo 5.350 considerados prováveis e 3.340 confirmados. Além disso, 2.010 casos permanecem em investigação, enquanto 2.799 registros foram descartados.
Dourados abriga a maior Reserva Indígena urbana do Brasil, com mais de 20 mil habitantes. Apenas nas aldeias Jaguapiru e Bororó, foram registrados 2.088 casos confirmados de chikungunya, somando 2.475 casos prováveis e 387 em investigação nos territórios indígenas.