Líderes militares do Reino Unido e da Alemanha alertaram sobre a necessidade de a Europa se aprontar para um conflito com a Rússia. Segundo eles, a postura de Moscou mudou drasticamente e a segurança do bloco tornou-se mais frágil do que em anos, exigindo ações concretas.
Os comandantes destacam que o rearmamento europeu é uma medida preventiva e não uma provocação. Para eles, a força militar dissuade agressões, ao passo que a fraqueza incentiva a postura expansionista da Rússia, que já demonstra capacidade de mobilização e reorganização de suas tropas após a invasão à Ucrânia.
O Reino Unido anunciou a construção de pelo menos seis fábricas de munições, enquanto a Alemanha decidiu instalar uma brigada permanente em sua fronteira leste. Além disso, o país alterou sua Constituição para permitir maior flexibilidade em gastos com defesa.
A União Europeia também anunciou investimentos por meio da iniciativa Segurança para a Europa (Safe), com planos de aplicar 150 bilhões de euros para robustecer a indústria de defesa do continente. Os militares recomendam que o esforço inclua envolvimento social, com infraestrutura e tecnologias adaptadas a ameaças crescentes, ressaltando a importância de uma abordagem unificada para evitar fracassos históricos da dissuasão.
