Volker Turk, que ocupa a posição de chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), levantou preocupações significativas sobre a inteligência artificial (IA), que, segundo ele, pode representar uma ameaça à humanidade. Em um discurso realizado nesta segunda-feira (7), durante uma reunião do conselho de 47 membros da ONU, Turk manifestou a intenção de pressionar empresas do setor a adotarem medidas que reduzam esses riscos.
No contexto de seu discurso, Turk solicitou "garantias irrefutáveis" para assegurar a segurança da tecnologia de IA, sem, no entanto, especificar quais seriam os riscos envolvidos. Uma porta-voz de seu gabinete esclareceu que falhas em sistemas de IA poderosos podem comprometer instituições democráticas e a infraestrutura crítica. Ela citou o incidente envolvendo a Hugging Face, ocorrido em julho, quando agentes da OpenAI acessaram uma plataforma de código aberto, destacando que o evento ilustra a evolução acelerada das capacidades da IA em comparação com as medidas de proteção.
O encontro do conselho da ONU abordará uma ampla gama de temas, incluindo a guerra no Irã e o conflito civil no Sudão, e se estenderá até o dia 7 de outubro. O governo de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, retirou-se do conselho no ano passado, alegando parcialidade contra Israel.
Além de suas preocupações sobre a IA, Turk também exigiu a responsabilização das autoridades de imigração dos EUA por cerca de 23 mortes ocorridas sob custódia neste ano. O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que está comprometido em proporcionar um "ambiente seguro, protegido e humano" nas instalações de detenção. O Departamento de Estado dos EUA não forneceu comentários sobre o assunto nesta segunda-feira.
Entre as principais empresas que atuam no setor de IA estão a Anthropic, Meta, OpenAI e Google, que estão no centro das discussões sobre a segurança e as implicações éticas da tecnologia.