O chanceler da França, Jean-Noël Barrot, declarou que um possível ataque dos Estados Unidos à infraestrutura civil e energética do Irã, ameaçado pelo presidente Donald Trump, "violaria o direito internacional". A declaração foi feita em entrevista à emissora France Info e ocorre antes do fim do prazo estabelecido por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
Barrot ressaltou que ações como as ameaçadas por Trump contrariam as normas que regem conflitos armados. Ele enfatizou que ataques direcionados à infraestrutura civil e energética são proibidos pelas regras da guerra e pelo direito internacional, advertindo que tais ações poderiam levar a uma nova fase de escalada e medidas retaliatórias.
A declaração do chanceler francês acontece no contexto do ultimato de Trump, que condicionou a não realização de bombardeios à reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo regime islâmico. O presidente americano indicou a possibilidade de ordenar ataques em larga escala caso suas exigências não sejam atendidas.
Além disso, Barrot alertou sobre os impactos econômicos de uma possível nova escalada. Ele indicou que o cenário atual já pressiona os preços internacionais de energia e que um ataque à infraestrutura iraniana poderia agravar a situação, provocando reações do regime iraniano que tornariam o ambiente ainda mais preocupante.