A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) promoveu, na última quarta-feira (1°), a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026. O evento reconheceu o trabalho de 15 pesquisadores e pesquisadoras em cinco categorias distintas, além de assinar chamadas públicas que totalizam R$ 38,6 milhões em investimentos destinados à ciência, Tecnologia e Inovação no estado.
Entre as instituições destacadas, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi representada por cinco premiados, enquanto a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) teve quatro. A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) contaram com três e dois pesquisadores premiados, respectivamente. Também foi reconhecido um pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte.
Cristiano de Carvalho, diretor-presidente da Fundect, ressaltou a importância dos grupos de pesquisa que apoiam o avanço científico. Ele destacou o crescimento significativo no aporte de recursos nos últimos quatro anos, que resultou em melhorias na produtividade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos nas instituições. "Parabenizo todos os pesquisadores, cientistas, professores e bolsistas, bem como os institutos de Pesquisa Agropecuária e demais agências parceiras, pelo empenho e pela contribuição indispensável ao progresso de Mato Grosso do Sul", declarou.
Os primeiros colocados em cada categoria não apenas receberam prêmios em dinheiro, mas também serão indicados ao Prêmio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) de Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa indicação representa um reconhecimento adicional ao trabalho realizado pelos pesquisadores sul-mato-grossenses.
A cerimônia também evidenciou a relevância da ciência para o desenvolvimento econômico do estado. Carvalho, que possui experiência no setor produtivo agrícola, afirmou que o crescimento da área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul é um reflexo do trabalho dos pesquisadores. Ele mencionou a evolução de 1,7 milhão para 4,6 milhões de hectares cultivados com a cultura, destacando a importância da pesquisa nesse processo.
A Fundect continua a investir em projetos que visam fortalecer a pesquisa e a inovação no estado, com o objetivo de promover o desenvolvimento regional, a inclusão social e a melhoria na qualidade dos serviços públicos. Os recursos anunciados são parte de uma estratégia abrangente do governo estadual para fomentar a ciência e a tecnologia em Mato Grosso do Sul.