Novas regras e maior investimento visam impulsionar o futebol feminino no Brasil.
A CBF anunciou um aumento significativo na verba para o Brasileirão Feminino, implementando mudanças no calendário e nas competições a partir de 2026.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou o novo calendário do futebol feminino, com validade a partir de 2026. A reformulação, considerada estratégica, amplia o número de clubes, datas e jogos, atualiza critérios de participação e introduz medidas de inclusão.
O investimento previsto é de R$ 685 milhões.
As mudanças abrangem as Séries A1, A2 e A3, além da Copa do Brasil Feminina, com mais datas, premiações maiores e formatos alinhados à Conmebol e FIFA. O calendário reforça o desenvolvimento de base e inclui uma ação inédita: atletas mães e lactantes poderão levar seus filhos nas viagens oficiais, com custos pagos pela CBF.
Segundo a entidade, a nova estrutura foi construída a partir de consultas com clubes, federações, especialistas, atletas e o corpo técnico da confederação.
Principais Mudanças
Entre as principais mudanças, destacam-se: aumento no número de clubes na Série A1 (de 16 para 18), aumento de jogos, cotas fixas para os clubes participantes e premiações maiores. A Série A2 também terá mais datas e jogos, além de cotas para os clubes.
A Série A3 contará com a participação de todas as unidades federativas, com aumento no número de jogos e cotas para os clubes. A Copa do Brasil Feminina terá mais participantes, jogos e datas, com cotas dobradas em relação a 2025.
Além disso, as categorias de base (Sub-20 e Sub-17) receberão mais apoio, e o programa CBF Transforma será ampliado.
A CBF implementará uma política pioneira: atletas mães e lactantes terão o direito de levar seus filhos nas viagens oficiais, com todos os custos custeados pela entidade. A medida será válida para todas as competições femininas organizadas pela confederação.