Premiê catariano afirma que a trégua só será completa com a saída das forças israelenses e o restabelecimento da estabilidade na região.
O Catar defende que o cessar-fogo em Gaza só estará completo com a retirada total de Israel do território palestino.
O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al Thani, afirmou que a trégua na Faixa de Gaza não estará completa até que Israel se retire totalmente do território palestino. A declaração foi feita durante o Fórum de Doha, conferência diplomática anual realizada na capital do Catar.
O Catar, juntamente com os Estados Unidos e o Egito, tem atuado como mediador no processo de trégua entre Israel e o Hamas. A trégua atual entrou em vigor em 10 de outubro, pondo fim a um período de dois anos de intensos combates.
Segundo o plano inicial, em uma segunda fase do acordo, Israel deveria retirar suas forças do território palestino. Além disso, está prevista a criação de uma autoridade interina e o envio de uma força internacional de estabilização (ISF).
Desafios da Força de Estabilização
No entanto, países árabes e muçulmanos têm demonstrado hesitação em participar da ISF, devido à possibilidade de confrontos com milicianos palestinos. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, mencionou que as discussões sobre a estrutura de comando e os países que fornecerão tropas ainda estão em andamento.
O plano de 20 pontos, proposto inicialmente por Washington, também prevê que o Hamas entregue suas armas, o que tem sido repetidamente rejeitado pelo grupo. Al Thani assegurou que o Catar e os demais garantidores da trégua, Turquia, Egito e EUA, estão trabalhando juntos para avançar para a próxima fase do acordo.
