Tribunal do Júri acolhe tese do MPMS e sentencia réu a 19 anos e 8 meses de prisão, encerrando o caso.
Após 11 horas, o Tribunal do Júri de Ivinhema condenou o terceiro réu pelo feminicídio e ocultação do cadáver de Vitória Caroline.
Após uma sessão que durou mais de 11 horas, o Tribunal do Júri de Ivinhema condenou o terceiro e último réu pelo feminicídio e ocultação de cadáver da adolescente Vitória Caroline de Oliveira Honorato, de 15 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2022 e teve grande repercussão na região.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), reconhecendo as cinco qualificadoras narradas na denúncia: feminicídio, motivo torpe, emprego de asfixia, dissimulação e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao término da votação, o juiz aplicou ao acusado a pena definitiva de 19 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. Com essa sentença, o total das penas dos condenados chega a 60 anos e 6 meses de reclusão.
Relembre o Caso
Vitória Caroline desapareceu em 25 de janeiro de 2022 e foi encontrada morta quatro dias depois, em uma área de vegetação. Os outros dois acusados já haviam sido condenados em abril de 2025, com penas de 19 anos e 8 meses e 21 anos e 2 meses de reclusão, respectivamente.
A atuação do MPMS foi considerada fundamental em todas as etapas do processo, desde a investigação até a sustentação em plenário. A condenação do terceiro réu encerra o caso, trazendo alívio à família da vítima e reafirmando a importância da justiça na proteção da sociedade.
