O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o crescimento do emprego nos Estados Unidos pode ser reduzido nos próximos meses. Essa projeção é influenciada por um crescimento mais lento da força de trabalho e por uma maior produtividade, fatores que também estão em discussão no Federal Reserve, impactando as decisões políticas do banco central norte-americano.
Nos meses de novembro e dezembro, o número médio de empregos formais cresceu em 53.000 vagas, comparado a uma média de 183.000 empregos mensais nos dez anos anteriores à pandemia. Embora o crescimento tenha sido impulsionado por um aumento na oferta de trabalhadores, as mudanças na política de imigração estão dificultando a análise dos economistas sobre a desaceleração do mercado de trabalho.
Hassett oferece uma nova perspectiva, sugerindo que o aumento da produtividade pode permitir que a economia cresça, mesmo com um número reduzido de trabalhadores. Ele alertou que a combinação de um PIB forte e a diminuição da força de trabalho pode resultar em números de empregos mais baixos, embora isso não deva causar pânico, dado o contexto atual.
O Departamento do Trabalho divulgará o relatório de emprego não agrícola de janeiro, que foi adiado devido a um shutdown parcial. A taxa de desemprego nos EUA foi de 4,4% em dezembro e deve permanecer inalterada em janeiro, segundo as expectativas dos economistas.