O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a operação fez parte dos esforços para reduzir a influência da China e da Rússia no Hemisfério Ocidental. A gestão Trump tem deixado claro que a operação foi um esforço para reduzir a influência desses países na região.
A mais recente doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos deu vazão a esta teoria, ao pregar um retorno à Doutrina Monroe, do século XIX, por meio da qual os Estados Unidos davam prioridade às Américas na sua política externa.
Especialistas divergem a respeito do argumento de que EUA, China e Rússia estariam dispostos a “dividir” o planeta. A jornalista e escritora americana Anne Applebaum lembrou que em 2019 uma funcionária do Conselho de Segurança Nacional da primeira gestão Trump, Fiona Hill, disse a uma comissão da Câmara dos Representantes que a Rússia estaria fazendo pressão para a criação de esferas de influência.
Gideon Rachman, colunista do jornal britânico, foi na mesma linha, ao escrever em artigo que a Doutrina Donroe, “combinada com as iniciativas de Trump em direção a uma reaproximação com a Rússia e a China, sugere que ele se sente atraído por uma ordem mundial organizada em torno das esferas de influência das grandes potências”