O processo de registro das candidaturas em Mato Grosso do Sul já iniciou, e o mural eletrônico do estado começou a registrar as primeiras intimações. Tanto novos candidatos quanto veteranos estão sendo convocados a apresentar certidões que faltam, incluindo aquelas relacionadas a quitações eleitorais que estão pendentes devido a multas.
Além das pendências documentais, a Justiça Eleitoral também está intimando candidatos a prestarem esclarecimentos sobre as divergências nas declarações de cor entre as eleições. O que está em jogo é a autodeclaração de cor, onde alguns candidatos que se identificaram como brancos em anos anteriores estão agora se apresentando como pardos ou negros.
A relevância dessa questão se intensifica, pois os partidos e federações têm a obrigação de cumprir a cota mínima para candidaturas de mulheres, negros e indígenas. Essa cota não apenas assegura a presença na urna, mas também requer que os diretórios partidários invistam recursos para que essas campanhas se tornem competitivas.
Em Mato Grosso do Sul, o descumprimento da cota de gênero já resultou em punições severas para políticos, que inclusive podem perder o mandato. A Justiça Eleitoral tem a prerrogativa de anular todos os votos recebidos pelo partido, mesmo que o político em questão não tenha feito parte do descumprimento da norma.
No cenário legislativo local, o Deputado Paulo Corrêa (PL) tem demonstrado uma postura assertiva ao se referir ao colega João Cesar Mattogrosso, tratando-o de forma humorística como João César Mato Grosso do Sul. Essa maneira de se referir ao parlamentar evidencia uma polêmica em torno do reconhecimento da divisão entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, especialmente quando figuras públicas visitam o estado e falham em mencionar a parte ‘do Sul’ em suas declarações.
Enquanto isso, o pedido de cassação do vereador Maicon Nogueira (PP), protocolado por seu colega de partido Beto Avelar (PP), segue na procuradoria da Câmara de Campo Grande. O conflito entre os dois vereadores ainda poderá gerar desdobramentos, mas o presidente da Casa de Leis acredita que não haverá cassação.