Matheus Menezes Matos, candidato com nanismo, foi desclassificado de um concurso público para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais ao não conseguir realizar um salto de 1,65 m durante o Teste de Aptidão Física (TAF). A reprovação gerou uma série de comentários ofensivos e ataques pessoais direcionados a ele e sua família.
A advogada Késia Oliveira, representante de Matheus, afirmou que as manifestações ultrapassaram os limites do respeito e da legalidade, configurando possíveis crimes contra a honra e condutas discriminatórias. A defesa registrou os ataques e pretende tomar medidas judiciais contra os responsáveis.
A Instituição Nacional de Nanismo destacou que a exigência de salto de 1,65 m é incompatível com a condição física de Matheus e que, para candidatos com deficiência, a TAF deve ser realizada com avaliação individualizada e critérios diferenciados.
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Academia de Polícia Civil, informou que o concurso oferecia 54 vagas, das quais 10% eram destinadas a candidatos com deficiência. O candidato foi aprovado nas provas de conhecimentos, mas reprovado nos exames biofísicos, considerados essenciais para o cargo.
