Irredutíveis, os motoristas de ônibus entraram na quinta-feira no quarto dia de greve. A mobilização está sendo apoiada pela população, que questiona se realmente os repasses da prefeitura de Campo Grande foram feitos assim como mostrados em planilhas de Excel, sem qualquer timbre de papel ou extrato referente às transferências.
A categoria parou segunda-feira, três dias após anunciar que daria uma greve total do transporte coletivo na cidade. Durante assembleia realizada na madrugada de quinta-feira, por unanimidade, eles resolveram lutar pelos seus direitos, já que estavam trabalhando sem receber salário, décimo terceiro e o vale.
No sábado, a empresa responsável pelo transporte coletivo chegou a pagar 50% do valor aos funcionários, no entanto não adiantou. O Consórcio Guaicurus explicou que se a prefeitura não fizer os devidos repasses a empresa, continua sem condições de realizar os pagamentos dos trabalhadores.
Com multa de R$ 200 mil por dia ao sindicato, já que a justiça campo-grandense entende que o transporte é um serviço essencial para a cidade, os motoristas seguem esperando sem rodar pelo pagamento.