Capital anota 39° feminicídio de MS após marcha em defesa das mulheres

Menos de 24 horas após uma marcha em defesa das mulheres, Campo Grande registra o 39º feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul. [...]

Crime ocorre menos de 24 horas após mobilização 'Levante Mulheres Vivas' em Campo Grande.

Menos de 24 horas após uma marcha em defesa das mulheres, Campo Grande registra o 39º feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul.

Campo Grande, MS, registrou na manhã desta segunda-feira (08) o 39º feminicídio de Mato Grosso do Sul em 2025, menos de 24 horas após a capital sediar a marcha “Levante Mulheres Vivas”. A vítima, Ângela Naiara Guimarães Gurgel, uma empresária de 54 anos, foi brutalmente assassinada a golpes de canivete pelo ex-companheiro, Leonir Gurgel, de 59 anos, em sua residência no bairro Taveirópolis.

O crime chocou a comunidade local e reacendeu o debate sobre a segurança das mulheres no estado.

De acordo com relatos preliminares, o ataque ocorreu na Rua Antônio Pinto da Silva, número 97. Durante a agressão, a filha do casal, de 27 anos, tentou intervir para defender a mãe e acabou sendo atingida na mão, mas sem gravidade.

Após cometer o crime, Leonir Gurgel tentou tirar a própria vida, golpeando o pescoço com o mesmo canivete. Ele foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa de Campo Grande, onde seu estado de saúde é considerado estável.

A área do crime foi rapidamente isolada pelas polícias Civil, Militar e Científica para a perícia. O corpo de Ângela Naiara foi removido por volta das 10h50, enquanto as investigações para esclarecer as circunstâncias exatas do feminicídio prosseguem. Este novo caso eleva ainda mais as preocupações em Mato Grosso do Sul, que já se destaca negativamente pelo alarmante número de feminicídios registrados em apenas cinco meses do ano.

A Escalada da Violência em MS

A triste estatística de 39 feminicídios em 2025 sublinha uma realidade alarmante e a urgência de políticas públicas mais eficazes no combate à violência de gênero. A marcha “Levante Mulheres Vivas”, que ocorreu na véspera do crime, tinha como objetivo principal justamente a defesa do direito à vida das mulheres e a responsabilização de plataformas digitais que, muitas vezes, servem como palco para ameaças e assédio.

A ocorrência de mais um feminicídio tão logo após este evento simboliza um desafio persistente e a necessidade de uma mobilização contínua de toda a sociedade.

Os dados compilados ao longo do ano de 2025 mostram um padrão preocupante de violência, com casos que variam desde esfaqueamentos e tiros até mortes por asfixia e carbonização, muitas vezes cometidos por ex-companheiros ou parceiros. Cada feminicídio representa não apenas a perda de uma vida, mas também um impacto profundo em famílias e comunidades.

A sociedade e as autoridades são chamadas a reforçar a fiscalização, as campanhas de conscientização e o apoio às vítimas para frear essa onda de violência que assola o estado.

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