Ferramenta, em parceria com a USP, visa mensurar e reduzir a emissão de carbono em empreendimentos financiados.
A Caixa Econômica Federal lançou uma plataforma para mensurar e reduzir a emissão de carbono em projetos habitacionais financiados.
A Caixa Econômica Federal, em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), lançou uma plataforma inovadora para mensurar a geração de carbono em projetos habitacionais financiados pela instituição. O objetivo principal é otimizar projetos estruturais, diminuir o consumo de materiais e, consequentemente, reduzir as emissões de CO₂ e os custos de produção.
O anúncio ocorreu durante o evento “Habitação de baixo carbono: experiências globais e soluções locais”, em São Paulo. A ferramenta, denominada Benchmark Iterativo para Projetos de Baixo Carbono (BIPC), focará inicialmente em projetos estruturais de empreendimentos imobiliários, especialmente os vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida.
Segundo a Caixa, a padronização do programa habitacional federal oferece uma oportunidade significativa para diminuir as emissões de CO₂, elevar a qualidade das habitações e estimular a inovação tecnológica no setor da construção civil. A plataforma permite analisar o impacto dos empreendimentos por tipologia construtiva, número de pavimentos, elementos construtivos e materiais utilizados, facilitando a comparação entre diferentes projetos e as melhores práticas de mercado.
Benefícios e Impacto
Vanderley Moacyr John, coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica da USP, explicou que a ferramenta ajudará projetistas e construtoras a reduzir a quantidade de materiais, diminuindo a pegada de CO₂ e os custos. Ele ressaltou que a BIPC se destaca por reduzir o custo da habitação, algo crucial em um país onde muitos ainda não têm casa própria.
A iniciativa busca subsidiar as políticas habitacionais do banco com informações de sustentabilidade e incentivar a adoção de métodos sustentáveis no mercado.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou a relevância do setor da construção civil para a economia nacional, representando 10% do PIB e gerando 20 a 25% dos empregos. Ele acrescentou que a ferramenta democratizará o acesso à mensuração do impacto ambiental.
A Caixa também anunciou novos compromissos para o desenvolvimento sustentável, como a ampliação das linhas de crédito verde e a promoção da igualdade de oportunidades, visando aumentar a participação de mulheres em cargos de liderança. A meta é alcançar zero emissões líquidas de carbono até 2050 e implementar um modelo de economia circular, minimizando o envio de resíduos para aterros sanitários e incineração.