Centenas de brasileiros serviram nas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante a guerra contra o grupo terrorista Hamas, conflito atualmente em um cessar-fogo cuja segunda fase depende do Conselho da Paz proposto pelo presidente americano.
De acordo com dados, no ano passado havia 596 brasileiros nas forças armadas de Israel. Muitos desses servem como soldados solitários, como são chamados os militares das FDI que não têm apoio familiar presencial no país. Cerca de metade deles eram israelenses natos, que não tinham apoio familiar devido a situações pessoais, como serem oriundos de lares desfeitos ou ultraortodoxos, que são contra o serviço militar.
O brasileiro S. está nas forças armadas de Israel há dois anos e quatro meses e está a quatro meses de completar o serviço militar obrigatório. Ele serve na Brigada Givati, que tem o apelido de “raposas do deserto” devido ao seu local de treinamento. S. vai completar sete anos de residência em Israel em setembro.
Ele estudou numa escola onde a maioria dos estudantes era estrangeira. Depois de concluir os três anos de ensino médio, se deparou com as opções de permanecer em Israel, entrando para as FDI, ou voltar para o Brasil. S. disse que era atraído por tecnologia e se interessou por drones, fez vários cursos na área. Na guerra na Faixa de Gaza, S. esteu em praticamente “todo” o enclave, na linha de frente, mas atuando de forma “especializada em drones”.