O Brasil contabilizou 140 casos confirmados de mpox em 2026, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além disso, são 9 casos prováveis e 539 suspeitos da doença. A maior parte dos diagnósticos foi registrada em São Paulo, com 93 casos, e no Rio de Janeiro, com 18 casos. Minas Gerais e Rondônia têm 11 casos cada um.
O aumento das notificações de mpox ocorreu logo após o Carnaval, levantando a hipótese de que as aglomerações durante as festividades contribuíram para a transmissão do vírus. Apesar do crescimento nos registros, especialistas afirmam que o cenário atual ainda está distante de representar uma pandemia.
Dados indicam que a semana do Carnaval, de 14 a 17 de fevereiro, teve 15 casos registrados. Já na semana epidemiológica 9, de 1º a 7 de março, foram contabilizados 27 casos, refletindo um aumento de 80%. O virologista Paulo Eduardo Brandão, da Universidade de São Paulo, sugeriu que o crescimento pode estar relacionado ao período de incubação do vírus e ao aumento de interações sociais.
A mpox é causada pelo vírus MPXV e pode ser transmitida de animais para humanos, mas atualmente a principal forma de transmissão é entre pessoas. Os sintomas incluem erupções na pele, febre, ínguas, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. O contágio é possível por contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados.
