Entre os dias 21 e 25 de outubro, o Exército brasileiro realiza um exercício coordenado com o objetivo de preparar o país para a defesa contra ataques cibernéticos. Denominado Guardião Cibernético, esse simulado é promovido pelo Comando de Defesa Cibernética e conta com a colaboração da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB).
A oitava edição do exercício ocorre simultaneamente em Brasília e em outras seis cidades, incluindo Curitiba. Estão previstos mais de 1.300 participantes, englobando representantes de 300 organizações além de integrantes de outros 14 países. A ampla participação demonstra a importância da integração entre forças armadas, órgãos governamentais e operadores de infraestruturas críticas, como abastecimento de água, energia, telecomunicações e mercados financeiros.
Os participantes enfrentarão cenários simulados de ataques complexos em sistemas digitais, com o intuito de reforçar a segurança cibernética do Brasil e validar planos de contingência. A cibernética é um dos três setores considerados estratégicos pela Estratégia Nacional de Defesa (END) e abrange uma gama de sistemas, como os que operam computadores, rádios, radares, veículos de combate e defesa antiaérea.
De acordo com as informações do Exército, o Exercício Guardião Cibernético representa um marco significativo para a preparação e integração das diversas instituições civis e militares, sublinhando a relevância do compromisso coletivo em prol da segurança e soberania nacional.
Além das atividades de simulação, o evento incluirá palestras e ações educativas sobre segurança digital. Em São Paulo, uma arena interativa será montada para que o público possa vivenciar, de forma prática, os efeitos de uma ameaça cibernética em uma indústria. A programação também abrange iniciativas voltadas à proteção de dados e à prevenção de fraudes digitais, ampliando assim o impacto do exercício para além das instituições tradicionalmente envolvidas nas operações de defesa cibernética.