O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira (9) a intenção do governo de iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". Uma das condições apresentadas por Israel para alcançar esse objetivo é o desarmamento do grupo terrorista Hezbollah, a fim de estabelecer uma "relação pacífica" entre os dois países.
Horas antes dessa declaração, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, comentou que o Hezbollah "anseia por um cessar-fogo" após o aumento da ofensiva israelense em território libanês. Este ataque foi considerado o maior realizado contra o Líbano, e ocorreu logo após o anúncio de uma trégua entre os EUA e o Irã no dia anterior.
O governo de Netanyahu reiterou que o Líbano não faz parte da trégua, uma informação que foi confirmada pelos EUA, mesmo diante dos apelos de Teerã para que os ataques ao Hezbollah fossem suspensos durante o período de duas semanas.
Em resposta à situação, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também na quinta-feira (9), ordenou que as forças de segurança desarmassem grupos armados na cidade de Beirute. Essa ação foi bem recebida pelo gabinete de Netanyahu.