O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a autoridade monetária se assemelha mais a um transatlântico do que a um jet ski, indicando que não pode realizar grandes mudanças na taxa Selic, que permanece em 15% ao ano. Durante sua fala no evento CEO Conference Brasil, ele enfatizou a importância de avaliar dados com calma e ressaltou o papel do BC em suavizar os ciclos econômicos.
Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom sinalizou que um ciclo de cortes pode ter início na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março. Galípolo comentou que a decisão de esperar mais 45 dias para iniciar cortes na Selic foi uma escolha conservadora, visando maior confiança no futuro.
Ele também mencionou a necessidade de ter serenidade para distinguir entre ruídos e sinais no atual ambiente de incerteza. O presidente do BC expressou o desejo de poder prever com precisão as futuras políticas monetárias, mas reforçou que a instituição deve se ater à sua função de reação e considerar as variáveis do cenário econômico.
Galípolo finalizou afirmando que o Banco Central deve suavizar os ciclos, incorporando o ambiente inflacionário e as expectativas do mercado. A serenidade é fundamental para lidar com a incerteza e para a calibração das decisões futuras.