Banco Mundial sinaliza crescimento limitado para Brasil e destaca avanços na Argentina

Em seu relatório sobre a América Latina e o Caribe, o Banco Mundial prevê crescimento de 1,6% para o Brasil em 2026, enquanto a Argentina [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O Banco Mundial divulgou, em abril, seu relatório sobre as perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe, apontando um crescimento limitado da região em 2026. A instituição fez uma análise contrastante entre Brasil e Argentina, as duas maiores economias da América Latina.

De acordo com o relatório, as projeções para crescimento da América Latina permanecem modestas, mesmo com um cenário de financiamento global um pouco mais favorável e preços de commodities elevados. A falta de progresso em relação a 2025 resulta em perspectivas de renda per capita quase nulas.

A Argentina, sob a liderança do presidente Javier Milei, é mencionada como uma exceção positiva, com a estabilização e reformas que melhoraram suas expectativas financeiras. Em contrapartida, o Brasil enfrenta um crescimento mais lento devido a condições financeiras internas restritivas e incertezas na política comercial.

O Banco Mundial espera que o PIB do Brasil cresça apenas 1,6% em 2026, após um aumento de 2,3% no ano anterior e 3,4% em 2024. Para 2027, a expectativa é que a economia brasileira cresça 1,8%. Por sua vez, a Argentina deve registrar crescimentos de 3,6% e 3,7% nos mesmos anos, após um crescimento de 4,4% em 2025.

Além da Argentina, o relatório menciona que economias menores da região, como Paraguai e Costa Rica, estão apresentando um desempenho dinâmico. O caso de El Salvador, governado por Nayib Bukele, também é destacado, ressaltando melhorias na segurança e na atividade econômica, impulsionadas por investimentos e remessas.

No geral, o cenário para a América Latina é de desafios econômicos, com o Banco Mundial alertando sobre a necessidade de reformas para melhorar as condições financeiras e de crescimento na região.

Leia mais

Rolar para cima