Banco Central inicia cortes na Selic, mas guerra pode afetar continuidade da política monetária

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que a manutenção de juros altos gerou espaço para o corte da Selic, mesmo com a pressão da [...]
Foto: O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Reprodução/Safra

O Banco Central iniciou um ciclo de cortes na Selic neste mês, com a primeira redução desde junho do ano passado. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou 25 pontos base, reduzindo a taxa para 14,75%. No entanto, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã levou a hesitações sobre um corte mais profundo de 0,5 ponto percentual.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou que a política de juros elevados criou uma “gordura” que permite ao Brasil realizar cortes mesmo diante da pressão gerada pela guerra no Oriente Médio. A ata do Copom mencionou que a decisão de cortar a taxa foi influenciada pelo aumento da incerteza decorrente do conflito no Golfo Pérsico.

Galípolo afirmou que a magnitude e a duração dos ajustes na taxa de juros dependerão de novas informações sobre os impactos da guerra na inflação. Ele também ressaltou que a situação de juros altos coloca o Brasil em uma posição favorável para enfrentar a crise em comparação a outros países.

Além disso, Galípolo atribuiu a essa condição do Brasil o seu papel como produtor e exportador de petróleo, o que pode ajudar a mitigar os efeitos da crise internacional.

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