Bad Bunny usa Super Bowl LX para dialogar sobre imigração em apresentação em espanhol

Show do intervalo do Super Bowl LX no domingo (8) destacou cultura latina e desafiou narrativas sobre imigração e pertencimento continental, com elementos simbólicos e [...]
Bad Bunny no palco do Super Bowl LX com a bandeira de Porto Rico durante apresen

Bad Bunny foi o primeiro artista a realizar o espetáculo do intervalo do Super Bowl LX completamente em espanhol, explorando o palco para abordar a história de Porto Rico e a diáspora latina nos Estados Unidos. Durante a apresentação, ele ressignificou a expressão “Deus abençoe a América”, adaptando-a para incluir países como Chile, Argentina, México, Brasil, Uruguai, Guiana, Guatemala e Cuba, além dos EUA, reforçando a ideia de um continente unificado.

A cenografia retratou “La Casita”, réplica de uma moradia tradicional porto-riquenha, em homenagem às comunidades originárias do reggaeton. Antes de iniciar uma música, o cantor emergiu de um cenário que simulava uma plantação de cana-de-açúcar, evocando as raízes agrícolas da ilha, enquanto símbolos da fauna local, como o sapo Concho —espécie em extinção— e a bandeira com o triângulo azul claro, foram exibidos.

O artista teve a participação de Cardi B, Karol G e Pedro Pascal, além da versão em salsa de “Die With a Smile” por Lady Gaga e da canção “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, de Ricky Martin, que tratou do impacto do turismo na cultura de Porto Rico.

A performance gerou polêmica ao ser criticada pelo ex-presidente Donald Trump, que afirmou não entender a mensagem e classificou o show como uma afronta aos padrões do país. Em contraste, o grupo conservador Turning Point USA promoveu um evento alternativo com Kid Rock, em defesa de elementos tradicionais norte-americanos.

Leia mais

Rolar para cima