O primeiro‑ministro australiano Anthony Albanese declarou que o ataque terrorista na praia de Bondi, em Sydney, foi motivado pela ideologia do Estado Islâmico.
Albanese descreveu o atentado, supostamente cometido por um pai e seu filho, como meticuloso, calculado e a sangue frio, e ressaltou que o crime chocou a nação, atingindo um dos locais mais emblemáticos do país, que se caracteriza por tolerância e respeito. Ele também afirmou que o ataque continha um componente antissemita e destacou medidas do governo contra o ódio, como a proibição de símbolos nazistas e a criação de um enviado contra o antissemitismo.
As investigações, conduzidas pela polícia de Nova Gales do Sul em conjunto com a Equipe Conjunta Antiterrorismo, apontam para um planejamento detalhado e ainda não identificam vínculos diretos com outras células; a Polícia Federal australiana, a agência de inteligência ASIO e parceiros do Five Eyes também participam do caso.
O filho, Naveed Akram, que está em coma, foi investigado em 2019 por possíveis ligações ao Estado Islâmico, mas não foi considerado ameaça ativa; o pai, Sajid, também foi interrogado na época, e ambos viajaram às Filipinas nos meses anteriores, onde podem ter recebido treinamento militar, que encontrou no veículo de Naveed duas bandeiras caseiras do EI e artefatos explosivos improvisados.