Gravações mostram pedidos desesperados de ajuda da família ao Samu e o som dos tiros que tiraram a vida de Hérick Vargas, jovem de 27 anos morto em ação policial durante surto psiquiátrico, em Porto Alegre. A família pediu socorro ao Samu, mas foi informada de que a equipe só poderia ir ao local com a presença da polícia. A Brigada Militar foi acionada pela própria família.
A ligação ao Samu foi encerrada logo após os disparos. A família afirma que a espera pelo atendimento durou entre 40 minutos e uma hora. Quando a equipe de saúde finalmente chegou, Hérick já estava morto.
O caso aconteceu há quatro meses. Desde então, o Samu de Porto Alegre iniciou uma revisão dos protocolos de atendimento em saúde mental. A prefeitura anunciou que, em até seis meses, Porto Alegre contará com equipes especializadas formadas por psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras para atender surtos psicóticos.
Familiares de Hérick seguem pedindo justiça e querem que os policiais envolvidos sejam denunciados pelo Ministério Público. Para eles, a falha no atendimento foi determinante para o desfecho trágico.