Audência de custódia marca o processo de presos por desvio de R$ 27 milhões

Na manhã desta quarta-feira, os detidos pela Operação Gutenberg, que desviou R$ 27 milhões, passam por audiência de custódia. Os envolvidos utilizavam a Central de [...]

Na manhã desta quarta-feira (8), os indivíduos detidos na terça-feira (6) pela Operação Gutenberg, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), participaram de uma audiência de custódia. Essa audiência tem como objetivo verificar a legalidade da prisão e a integridade física dos detidos, uma vez que todos foram presos mediante mandados de prisão preventiva.

As investigações do Gaeco apontaram para um esquema fraudulento que se utilizava da Central de Regulação do Estado, onde a liberação de exames e internações era utilizada como moeda de troca para pressionar gestores públicos a adquirirem livros do grupo envolvido. O total desviado alcança a cifra de R$ 27 milhões, evidenciando a gravidade da situação.

Os alvos da operação incluem uma série de indivíduos com vínculos diretos com o setor público e privado. Entre eles, destacam-se Rossana Paroschi Jafar, empresária, e seus filhos, Olívia Paroschi Jafar, médica, e Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul. Também estão entre os presos Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul, e Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de Mato Grosso do Sul, que foi detido junto com sua filha, Jéssyca Burgatt.

Além dos mencionados, foram detidos outros indivíduos, como Paulo Rogério de Melo e seu filho Douglas Henrique de Melo, ambos empresários. A operação resultou em 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão. As ações foram realizadas em diversas localidades, incluindo Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

O governo do Estado já se manifestou sobre a situação dos servidores públicos envolvidos, informando que estes serão afastados ou exonerados, caso sejam comissionados. Uma auditoria também foi iniciada para investigar os procedimentos que poderiam ter sido fraudados no setor de saúde. A gravidade dos fatos levanta preocupações sobre a integridade das operações públicas e o uso indevido de recursos públicos.

Os desdobramentos da Operação Gutenberg são acompanhados de perto pelas autoridades, que buscam trazer à tona a extensão das irregularidades e responsabilizar todos os envolvidos. A audiência de custódia é um passo importante nesse processo, embora não reanalise a prisão, mas assegure que os direitos dos detidos sejam respeitados.

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