Ativistas de esquerda anunciaram que organizarão uma flotilha para entregar ajuda humanitária em Cuba, semelhante àquela que foi interceptada por Israel a caminho da Faixa de Gaza no ano passado. David Adler, coordenador geral da ONG Internacional Progressista e um dos organizadores, afirmou que a primeira reunião para definir os portos de saída ocorrerá no próximo domingo.
Adler destacou que o povo cubano enfrenta uma crise humanitária, sem luz, comida, medicamentos e energia, comparando a situação em Cuba com as condições na Faixa de Gaza. Ele criticou a estratégia de cerco imposta pelos Estados Unidos, que, segundo ele, viola o direito internacional.
A Internacional Progressista informou que políticos de esquerda, como as deputadas María Fernanda Carrascal, da Colômbia, e Rashida Tlaib, dos Estados Unidos, apoiam a iniciativa. Em 2022, Israel interceptou a Flotilha Global Sumud, alegando que a missão tinha objetivos políticos, já que os ativistas recusaram propostas para entregar os suprimentos em outros locais.
A ativista sueca Greta Thunberg, que já havia tentado levar ajuda humanitária a Gaza, pode ser convidada para participar da nova flotilha rumo a Cuba, embora sua participação não esteja confirmada. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou tarifas sobre produtos importados de países que enviam petróleo para Cuba, o que agravou a crise na ilha e levou o México a suspender os envios, enquanto a Rússia se mostra disposta a desafiar essa medida.
