Um suposto ataque de onça-pintada em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, ocorrido na quinta-feira (13), tem gerado polêmica e ceticismo entre os moradores da região. O caso começou a circular após um homem ter procurado atendimento médico, alegando ter sido atacado por um felino enquanto trabalhava em uma máquina colheitadeira no distrito de Itamarati.
Após o incidente, o homem foi atendido em uma unidade de saúde local, onde recebeu curativos e medicação, sendo liberado logo em seguida. Entretanto, a situação não convenceu muitos residentes, que expressaram suas dúvidas sobre a veracidade do ataque. Comentários como “Onça?? No máximo um gato!” e “Esses arranhõezinhos véio podi? Não é onça não, hein” refletem o ceticismo da população.
A identidade da suposta vítima não foi divulgada, e o Jornal Midiamax tentou contactá-lo para obter mais esclarecimentos, sem sucesso. As reações da comunidade indicam uma resistência em acreditar que um felino de grande porte poderia causar ferimentos tão superficiais, levando alguns a especular que os arranhões poderiam ser de um gato ou até mesmo de outro tipo de acidente, como um arame farpado.
O médico-veterinário Diego Viana, especialista na convivência entre onças-pintadas e humanos em MS, também se mostrou cético. Ele destacou que, em sua análise, os ferimentos não são compatíveis com os causados por uma onça, que normalmente seriam mais profundos e extensos. “Na minha visão, esses arranhões não são compatíveis com onça”, afirmou Viana.
José Milton Longo, ao comentar sobre a imagem que circula nas redes sociais, foi ainda mais direto, sugerindo que os ferimentos poderiam ter outra origem. "Ah, não sei te dizer… até com arame farpado isso pode ser", comentou.
Enquanto a identidade do homem atacado não for confirmada e a veracidade dos relatos não for esclarecida, as dúvidas sobre o ocorrido devem persistir. O caso segue sendo discutido não apenas em Ponta Porã, mas em todo o estado, à medida que a população busca respostas sobre a suposta interação entre humanos e a fauna local.