Arquivos de Epstein abalam governos e monarquias globais

A divulgação de milhões de arquivos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA abala a política global. Nomes de ex-presidentes, ministros e membros [...]

A divulgação de milhões de arquivos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA abala a política global. Nomes de ex-presidentes, ministros e membros da realeza de vários países aparecem em e-mails, fotos e registros do financista, gerando crises em governos e monarquias. Entre os nomes citados estão o atual presidente Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton. Trump nega envolvimento e afirma ter rompido com Epstein anos antes da prisão, enquanto Clinton admite ter viajado em aeronaves do financista, mas nega irregularidades. O caso já é usado como arma política por democratas e republicanos antes das eleições legislativas de meio de mandato, que renovam o Congresso. O impacto foi forte e direto. Peter Mandelson, figura importante do Partido Trabalhista, está investigado por sua relação próxima com Epstein, incluindo trocas de e-mails e recebimento de dinheiro. A crise de imagem respinga no governo do premiê Keir Starmer e coloca novamente a monarquia em xeque, com a divulgação de mais fotos problemáticas envolvendo o príncipe Andrew, enquanto a princesa herdeira Mette-Marit enfrenta forte pressão após revelar contato com Epstein e pediu desculpas públicas por falta de discernimento. Na Eslováquia, o conselheiro de segurança nacional, Miroslav Lajčák, renunciou ao cargo após a divulgação de mensagens trocadas com Epstein, admitindo contato mas negando conhecer os crimes. O presidente e o primeiro‑ministro do país também foram citados em e-mails de terceiros, mas negaram qualquer relação direta com o financista. Especialistas acreditam que o impacto pode ser limitado, pois as eleições de meio de mandato costumam ser decididas por temas locais, embora a nova quantidade de arquivos sirva de munição para ambos os partidos atacarem adversários, com desgaste imediato recaindo sobre quem está no poder, os republicanos de Donald Trump.

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