Durante celebração da Padroeira, Dom Orlando Brandes critica a invisibilidade dos mais necessitados, enquanto Alckmin comenta viagem de Lula ao Vaticano para debater fome e pobreza.
Em missa no Santuário Nacional de Aparecida, Dom Orlando Brandes fez um veemente apelo para que políticos eleitos atuem em favor dos pobres e da redução das desigualdades sociais.
Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, fez um apelo contundente neste domingo, 12 de outubro, para que os políticos eleitos priorizem os mais necessitados, defendendo a criação de leis que favoreçam os pobres e combatam as profundas desigualdades sociais no país. A mensagem foi proferida durante a missa das 08h da manhã no Santuário Nacional de Aparecida (SP), em celebração a Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil.
Na ocasião, o presidente em exercício Geraldo Alckmin acompanhou a celebração católica. Em seu sermão, Dom Brandes criticou a percepção de que “os pobres são invisíveis” ou “chamados de vagabundos”, pedindo sensibilidade e engajamento dos eleitos. Ele também rogou para que a Mãe Aparecida interceda pela diminuição da pobreza e das desigualdades, que, segundo ele, são muitas, mas passíveis de redução.
Além dos pedidos por justiça social, o arcebispo convocou os fiéis a quebrarem “as correntes das ideologias, do mal, do álcool, das drogas e de tantas outras correntes”. Em paralelo aos eventos em Aparecida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Roma no dia 11 de outubro, participando da Semana Mundial da Alimentação e de encontros sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Ele será recebido pelo Papa Leão XIV no Vaticano no dia 13 de outubro, um encontro que, conforme Alckmin, será “importante para a paz, para a diminuição da pobreza no mundo e erradicação da fome”.
A Festa da Padroeira, um dos momentos mais aguardados pelos católicos brasileiros, atraiu grande público à cidade paulista. O Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) estimou a presença de 450 mil visitantes durante as celebrações no Santuário Nacional. Deste total, cerca de 40 mil pessoas são romeiros, que viajam, muitas vezes a pé, para cumprir promessas ou buscar graças. A secretaria de turismo prevê que o evento deve gerar R$ 168,8 milhões em movimentação financeira direta para a região.