A Arábia Saudita vem promovendo uma onda de prisões e multas direcionadas a críticos do aumento do custo de vida e das recentes mudanças na rede de proteção social do país. Segundo o regulador, esses cidadãos serão processados com base na lei anticrimes cibernéticos da Arábia Saudita, que prevê punições de até cinco anos de prisão e multas que podem chegar a 800 mil dólares.
A Sanad, uma organização saudita de direitos humanos, afirma que as intervenções do governo são uma escalada de repressão digital, decorrente das crescentes críticas online a reformas recentes nos benefícios da seguridade social. As multas e prisões são parte de um padrão crescente de práticas repressivas que visam vozes críticas, usando agências reguladoras como ferramentas para impor censura e punir indivíduos por expressarem suas opiniões.
Recentemente, o Ministério de Recursos Humanos e Desenvolvimento Social do país endureceu critérios de elegibilidade para benefícios, o que resultou em pessoas perdendo acesso à assistência social. O cantor conservador Falah al-Masrede foi um dos detidos, após postar um vídeo em sua rede social em outubro, afirmando que sua irmã, que é amputada, teve os pagamentos da seguridade social negados.
A onda de reações no país foi intensa, com muitas pessoas se manifestando contra as críticas ao governo. No entanto, a organização saudita de direitos humanos Alqst identificou alguns dos detidos, incluindo o cantor Falah al-Masrede, e afirmou que as multas e prisões são uma clara violação dos direitos humanos