Aquidauana: 131 anos de história e fundação marcada por pioneirismo

Em 15 de agosto de 1892, fazendeiros se reuniram à margem do rio Aquidauana para fundar uma nova cidade, que recebeu o nome do próprio [...]

No dia 15 de agosto de 1892, fazendeiros da região de Miranda se reuniram na margem direita do rio Aquidauana para fundar uma nova cidade, que seria batizada com o nome do próprio rio. O encontro ocorreu em um local conhecido como São João da Boa Vista, sob a sombra de uma frondosa árvore, e foi convocado por Theodoro Rondon, que apresentou aos presentes a proposta de criar um povoado.

Durante a reunião, foi lida a ata que registrou a decisão de formar uma diretoria composta por cinco membros, que teria plenos poderes para a supervisão do novo povoado. A eleição para a diretoria foi realizada, resultando na escolha de Theodoro Rondon, Augusto Mascarenhas, Estevão Alves Correa, João de Almeida Castro e Manoel Antônio de Barros.

A denominação do novo povoado foi um dos tópicos discutidos, e ficou decidido que ele se chamaria Aquidauana, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. A escolha do local para as primeiras construções também foi debatida, com algumas divergências surgindo. Alguns participantes sugeriram um terreno na fazenda Burity, que pertencia a Felipe Pereira Mendes, que se ofereceu para ceder uma área gratuitamente.

Com o objetivo de facilitar o acesso das embarcações ao porto que seria destinado ao povoado, foi formada uma comissão para avaliar a melhor localização para as construções. O evento representou um momento significativo para a história local e do Estado de Mato Grosso.

A história da criação do Estado de Mato Grosso do Sul remonta ao século XIX e inclui importantes eventos como a “Revolução da Paz”, a guerra civil paulista de 1932 e a Liga Sul-Mato-Grossense. Essas questões políticas culminaram na divisão do estado, que foi formalizada em 1977, após um processo que envolveu a elite política da região.

O livro "História da Fundação de Mato Grosso do Sul", do jornalista Sergio Cruz, documenta essa trajetória e será lançado em uma edição especial para comemorar os 50 anos da lei complementar 31/77. Com 314 páginas, a obra explora 110 anos de história e é uma contribuição importante para o entendimento do desenvolvimento da região.

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