Apreensão de aves silvestres e resgate de tamanduá marcam ação em Três Lagoas

A Polícia Militar Ambiental realizou apreensões de 11 aves silvestres em Três Lagoas. Além disso, um filhote de tamanduá-bandeira foi resgatado e encaminhado para cuidados [...]
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Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul, foi o cenário de uma ação integrada da Polícia Militar Ambiental (PMA), que resultou na apreensão de 11 aves silvestres. As fiscalizações ocorreram devido à manutenção irregular de fauna silvestre em cativeiro, sem a autorização do órgão ambiental competente. Os animais apreendidos incluem quatro canários-da-terra, quatro coleirinhas, um azulão e um papagaio-verdadeiro, espécie de proteção internacional, conforme a regulamentação do Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.

Durante a operação, a equipe constatou que as aves não possuíam anilhas de identificação nem documentação que comprovasse sua origem legal. Como resultado das irregularidades, foram emitidos autos administrativos, totalizando R$ 9,5 mil em multas. Esse valor inclui R$ 4,5 mil referentes às aves da ordem passeriformes e R$ 5 mil pela posse do papagaio-verdadeiro. Após a apreensão, todos os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde estão passando por avaliação clínica e acompanhamento técnico para uma destinação adequada.

Além das aves, a PMA também resgatou um filhote de tamanduá-bandeira, que foi entregue por um proprietário rural após ser encontrado em uma propriedade da região. O filhote, atualmente sob os cuidados da equipe do Cetas, recebeu atenção inicial e foi encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, localizado em Campo Grande, onde receberá cuidados especializados.

Rafael Alex Barbosa, fiscal ambiental e chefe da Unidade Regional do Imasul em Três Lagoas, enfatizou a relevância da colaboração entre os órgãos de segurança pública e fiscalização ambiental. Ele ressaltou que ações dessa natureza são fundamentais para combater crimes contra a fauna e promover a preservação das espécies. A operação reflete a sinergia necessária para garantir a proteção dos Animais Silvestres e coibir práticas ilegais.

A atuação da PMA e do Cetas é parte integrante das iniciativas de preservação ambiental que visam proteger a biodiversidade da região. O combate ao tráfico de Animais Silvestres e a manutenção irregular em cativeiro são questões sérias que demandam uma resposta efetiva das autoridades. O trabalho conjunto certamente contribui para o fortalecimento das políticas de proteção às espécies, beneficiando todo o ecossistema local.

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