Discussões na Alerj apontam para impactos financeiros da paralisação, com potencial de aumento nos custos totais.
A paralisação da obra de Angra 3 gera um custo anual de R$ 1 bilhão, impactando a economia do Rio de Janeiro.
A retomada das obras da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As obras, com 60% concluídas, estão paradas há 10 anos e geram um gasto anual de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Os debates giraram sobre os impactos financeiros causados pela obra parada. A construção da Usina Angra 3, iniciada na década de 1980, está parada desde 2015 e ainda não há definição sobre sua conclusão.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), se não houver um encaminhamento sobre a conclusão de Angra 3, o custo total do empreendimento poderá superar em até R$ 43 bilhões o valor originalmente previsto de R$ 23 bilhões.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Jorge Felippe Neto, destacou a importância da retomada das obras para o desenvolvimento do estado. Segundo ele, Angra 3 é fundamental para a autonomia energética, com capacidade de gerar 1.405 megawatts e abastecer mais de 4,5 milhões de residências.
Potencial Econômico e Energético
A representante da Associação de Trabalhadores da Nuclebrás Equipamentos Pesados, Flávia Azevedo, criticou o desperdício financeiro com a obra parada, ressaltando que o valor gasto anualmente para manter o projeto parado poderia ser investido na geração de empregos e renda para a região. Gabriela Borsato, diretora da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), reforçou a necessidade da conclusão das obras para que a usina gere recursos e contribua para a matriz energética nacional.