Aliados de Maduro Permanecem no Comando do Chavismo

O futuro político da Venezuela segue incerto após a destituição de Nicolás Maduro [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O futuro político da Venezuela após a destituição do ditador Nicolás Maduro segue envolto de incertezas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país sul-americano não está preparado para realizar eleições imediatamente e permitiu que o regime chavista permanecesse no poder temporariamente. Em contrapartida, os chavistas que continuam à frente do poder têm dado sinais de que não aceitarão o envolvimento americano da maneira como foi proposta.

A segunda na linha de sucessão do ditador deposto Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, é uma figura de confronto com histórico na esquerda venezuelana e que se tornou a representante mais poderosa do chavismo. Com o aval do governo Trump para manter o regime em vigor, ela é vista no momento como uma figura-chave na interlocução com a Venezuela. A ditadora interina, de 56 anos, serviu primeiramente o ditador socialista Hugo Chávez e depois trabalhou ao lado de Maduro em diversas funções para manter o chavismo de forma ilegítima no poder.

Considerado o mais linha-dura dos líderes remanescentes do regime, Diosdado Cabello é o rosto da ala militar do chavismo desde o seu início, responsável por executar as ordens repressivas do ditador deposto Maduro contra a oposição. Ele lidera as forças de segurança do Estado e unidades pró-regime estrategicamente formadas dentro da sociedade, os coletivos, grupos que propagam o terror em prol da ditadura. Cabello esteve à frente das ações violentas que resultaram em mortes e prisões durante protestos de ruas após as eleições de 2024.

Dois dias depois da captura de Maduro, o deputado Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina Delcy Rodríguez, foi reeleito presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Psiquiatra de formação, o chavista trabalhou como vice do regime de Hugo Chávez e ajudou uma elite econômica a ascender no sistema socialista implementado inicialmente pelo antecessor de Maduro. O deputado aliado do ditador deposto e que comanda o Parlamento venezuelano ganhou notoriedade ao liderar o Conselho Nacional Eleitoral entre 2003 e 2006, período no qual foi acusado de obstruir o processo de referendo revogatório contra Chávez

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