PMA monitora área rural após relatos e alerta sobre fake news com IA.
Após relatos de onça-pintada na Vila Nasser, PMA alerta sobre fake news e uso de IA para criar imagens falsas, pedindo cautela ao compartilhar informações.
Em Campo Grande, a Polícia Militar Ambiental (PMA) segue monitorando a área rural após relatos de avistamento de uma onça-pintada na Vila Nasser, em 2 de outubro. A corporação, liderada pelo Capitão Rocha, alerta para a crescente disseminação de notícias falsas, criadas com o uso de inteligência artificial.
Após ser acionada, a PMA, junto a representantes do Ibama, iniciou o monitoramento da região. As equipes vistoriaram residências desabitadas e áreas de mata próximas a cursos d’água, mas não encontraram vestígios do animal, como marcas de patas ou carcaças de animais mortos. Diante disso, a PMA faz um alerta sobre o risco de desinformação e pânico desnecessário, destacando que a facilidade em criar e compartilhar imagens falsas pode desviar o foco e os recursos das equipes em campo.
Para garantir a segurança da população e proteger o trabalho dos agentes, a recomendação é verificar a fonte das informações, confiando apenas em órgãos oficiais como PMA e Ibama. A população também deve evitar o compartilhamento em redes sociais de registros que possam ser verdadeiros e, em caso de avistamento, encaminhar fotos ou vídeos diretamente aos órgãos ambientais. Moradores da região são orientados a evitar circular sozinhos em áreas rurais ou periféricas durante a noite, manter crianças sempre acompanhadas, recolher animais domésticos e não deixar restos de alimentos expostos.
Em outra frente, a prefeita Adriane Lopes comentou sobre a escolha do novo secretário de Saúde, cujo nome permanece em segredo. A Secretaria Municipal de Saúde está sob o comando de um comitê intergestor desde a exoneração da médica Rosana Leite, em 5 de setembro. Adriane Lopes, que viajou para a Argentina, mencionou que já tinha o nome escolhido desde o início da reestruturação da pasta. O comitê gestor é coordenado por Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli e tem um prazo de validade de seis meses.
Paralelamente, o secretário de Meio Ambiente, Jaime Verruck, minimizou o fenômeno de proliferação de plantas aquáticas no lago da hidrelétrica de Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, atribuindo o problema à falta de chuvas. Segundo ele, a empresa responsável pela usina já foi notificada pelo Imasul e autorizada a aumentar a vazão e coletar o excesso de vegetação. Verruck descartou que a proliferação das plantas seja um efeito colateral da fábrica de celulose da Suzano, instalada na região, afirmando que a análise dos dejetos despejados pela fábrica está dentro do padrão. O lago de Mimoso, com 1.540 hectares, existe desde 1971 e, segundo moradores, esta é a primeira vez que o fenômeno ocorre.