Alerj Avalia Venda do Maracanã para Quitar Dívida Estadual

A Comissão da Alerj aprovou a inclusão do Maracanã em lista de imóveis a serem vendidos para ajudar a quitar a dívida do Rio de [...]

Comissão da Alerj aprova inclusão do estádio em lista de imóveis a serem vendidos pelo governo do Rio de Janeiro.

A Comissão da Alerj aprovou a inclusão do Maracanã em lista de imóveis a serem vendidos para ajudar a quitar a dívida do Rio de Janeiro.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a inclusão do Complexo do Maracanã em uma lista de imóveis estaduais que podem ser vendidos. A proposta, inserida em um projeto de lei complementar, visa reduzir gastos e aumentar a arrecadação.

O complexo inclui o estádio e a Aldeia Maracanã, um prédio histórico ocupado por famílias indígenas. O projeto original listava 48 imóveis, mas a CCJ adicionou outros, totalizando 62.

O governo justifica a medida pela necessidade de racionalizar o ativo imobiliário e melhorar a gestão do patrimônio estadual, mencionando o Regime de Recuperação Fiscal como um fator crucial. A venda dos imóveis exigirá laudo de avaliação e o preço mínimo será o valor de mercado.

Debate e Controvérsia

A inclusão do Maracanã gerou debate. O deputado Rodrigo Amorim defende a medida, argumentando que visa reduzir gastos com imóveis subutilizados e gerar receita. Já o deputado Flavio Serafini se opõe, defendendo a preservação do estádio e investimentos na Aldeia Maracanã para transformá-la em um centro de referência dos povos originários.

Atualmente, o Maracanã é administrado por um consórcio formado por Flamengo e Fluminense, com um contrato de concessão de 20 anos. A Fla-Flu Serviços S.A.

informou que cumprirá o contrato. A situação da Aldeia Maracanã também é controversa, com o governo estadual alegando ocupação ilegal.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Alerj e sancionada pelo governador para entrar em vigor.

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