As negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para encerrar a guerra no leste europeu entraram em uma nova fase, impulsionadas pela mediação direta do presidente americano. No entanto, o processo já enfrenta seu primeiro revés: uma denúncia feita sobre um suposto ataque ucraniano contra uma das residências oficiais do ditador Vladimir Putin.
A reunião entre o presidente americano e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, resultou na criação de grupos de trabalho para negociar o plano de paz apresentado na semana passada, composto por 20 pontos. Segundo os líderes, cerca de 95% do texto do plano está acordado, restando apenas negociar impasses considerados “espinhosos” pelas três partes.
O texto do plano de 20 pontos reafirma a soberania ucraniana e propõe um acordo de não agressão completo e inquestionável entre Moscou e Kiev, acompanhado de um sistema de monitoramento internacional para evitar violações futuras. A denúncia feita pelo Kremlin sobre o suposto ataque ucraniano contra a residência de Putin reacendeu a tensão diplomática.
Zelensky já reagiu com firmeza e acusou o Kremlin de tentar minar as negociações de paz. A criação de dois grupos de trabalho para discutir os próximos passos das negociações foi anunciada, com representantes de Kiev, Washington e Moscou