Antes de executar o servidor estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na tarde de terça-feira (24), o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, relatou ao delegado Danilo Mansur que se sentia perseguido. O crime ocorreu em uma casa na Avenida Antônio Maria Coelho, onde Bernal morava e tinha um escritório.
Bernal se entregou na 1ª DP após o crime. O delegado explicou que o ex-prefeito mencionou ter recebido avisos sobre invasões anteriores em sua residência. O inquérito será finalizado em breve, após a oitiva de novas testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança.
O assassinato aconteceu quando Mazzini, que havia arrematado a casa em um leilão, foi até o local para tomar posse do imóvel. Ele foi alvejado por pelo menos dois tiros na região da costela e não resistiu aos ferimentos após manobras de reanimação realizadas pelo Corpo de Bombeiros.
Em depoimento, Bernal afirmou que pretendia atingir a perna de Mazzini, alegando ter agido em legítima defesa após encontrar três pessoas na casa. A residência foi leiloada devido a dívidas relacionadas a um financiamento com a Caixa Econômica Federal e uma sentença anterior contra Bernal.
