A defesa de Alcides Bernal questiona a possibilidade de uma testemunha ter escutado dois disparos com intervalo de cinco segundos. Bernal está detido desde a última terça-feira, acusado de assassinar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.
O delegado Danilo Mansur, responsável pela investigação, relatou que a testemunha ouviu os disparos, mas o advogado Oswaldo Meza, que defende Bernal, argumenta que as imagens gravadas não registram áudio e mostram que os tiros foram dados em sequência. A defesa enfatiza que, embora duas cápsulas tenham sido encontradas no local, o revólver .38 é de ação rápida, permitindo que os tiros tenham sido disparados juntos.
A defesa da família Mazzini, por outro lado, acredita que Bernal não agiu em legítima defesa, considerando que o ex-prefeito cometeu uma execução. O advogado Tiago Martinho afirmou que as imagens de segurança indicam que o segundo tiro foi disparado a queima-roupa, evidenciando a intenção de matar.
O delegado Mansur contestou a alegação de legítima defesa, afirmando que a sequência dos disparos afasta essa possibilidade. Ele aguarda o laudo pericial para confirmar os detalhes do caso, que inclui depoimentos de outras testemunhas que também relataram ter ouvido os disparos.